Sustentabilidade Humana

 

A cada dia podemos entender melhor a profundidade do termo Sustentabilidade e constatar o quanto é importante o nosso engajamento nessa proposta de vida.

Empresas e pessoas de todo o mundo buscam uma forma adequada de cumprirem seu papel de perpetuadores do meio ambiente, da sociedade e da cidadania de maneira equilibrada e saudável.


Precisamos agora, mais do que nunca, voltar nossos esforços e nossa atenção para a Sustentabilidade Humana, propriamente dita.


É através desse enfoque que iremos perceber o quanto o ser humano encontra-se carente de cuidados e de reparos na sua perspectiva existencial.

Como se o homem não necessitasse de cuidados especiais por ter uma vida relativamente mais curta quando o comparamos às arvores, aos rios, à natureza e ao meio ambiente, temos desprezado parcialmente a sua crucial necessidade de também ser atendido sob uma abordagem sustentável.


E do que o homem realmente precisa?


Antes de tudo, precisamos recolocá-lo na sua posição de supremacia hierárquica e tratá-lo como a peça mais importante de toda essa engrenagem planetária.

O homem está se tornando um doente crônico e a doença uma realidade corriqueira.

Se observarmos o quanto a medicina evoluiu nos últimos anos, parece-nos incoerente que a humanidade esteja cada vez mais doente. A cada dia uma nova patologia e números devastadores acompanham as incidências de câncer, depressão, dependências químicas e suicídios.

Acima das descobertas tecnológicas, das conquistas profissionais, de uma vida de maior conforto, de carrões, iates, viagens fantásticas, acima das sofisticadas academias, condomínios maravilhosos, percebemos que a solidão e o fracasso nas relações profissionais, sociais e principalmente afetivas estão cada vez mais presentes.


Tentamos compensar esse vazio existencial com essas “gracinhas” que o dinheiro pode comprar e por isso compramos cada vez mais. Mas o dinheiro não compra a harmonia interior, não desafoga nossa dor e nem torna nossos natais mais parecidos com os “tempos bons da nossa infância”.

Não conseguimos preencher essa lacuna e nos tornamos uma espécie de “bomba relógio” prestes a explodir.

Nossa sensibilidade, que deveria ser drenada para as artes, a cultura, o lazer e as emoções dos laços, escoa desenfreada pelas canaletas do medo, do egoísmo e da violência.

Ficamos ilhados no próprio individualismo num mar de perdidos individualistas.


Somos iguais!

Somos iguais na dor e no desejo de companhia, somos iguais na fome e no desejo de sermos bons.

Somos iguais na luta e na necessidade do aplauso, somos iguais na fraqueza e na necessidade de compaixão.

Somos seres mortais na linha do tempo, mas nossa ideologia, nossas obras e nosso legado precisam ser imortais para que os nossos esforços diários não sejam em vão e não percamos jamais o objetivo de nos tornarmos melhores a cada instante.


Sustentabilidade Humana é a proposta de felicidade posta em prática, é o caminho do meio. Sustentabilidade Humana é a busca da sanidade, do equilíbrio, a escolha da bondade e da ética para si próprio, transbordando-a para todos os lados e para todos os seres.


As empresas, entidades às quais a maioria dos trabalhadores encontra-se vinculada, precisam assumir sua responsabilidade neste processo.

Precisamos promover o trabalhador ao topo da lista de prioridades, pois o Capital Humano é o maior patrimônio de uma empresa e precisa estar internamente motivado. O funcionário necessita de todas as oportunidades para ser criativo e se desenvolver, demonstrando quem é e até onde pode chegar, como força de desenvolvimento e produtividade. Dessa forma, se sentindo desafiado e com reais perspectivas de crescimento, é que poderemos contar com um colaborador eticamente comprometido com seu progresso e o de sua empresa.


Quanto mais alto for o cargo ocupado dentro de uma empresa, quanto maiores forem as responsabilidades e o poder de decisão de um executivo, mais precisará conhecer a natureza do ser humano, seu modo de pensar, sentir e agir.

O conhecimento técnico e o desenvolvimento econômico das empresas de nada adiantarão se o Ser Humano, por trás das máquinas ou por trás das mesas dos luxuosos escritórios, não tiver seu espaço para se comportar com humanidade, sensibilidade, criatividade, ética e uma boa dose de espiritualidade.


Essa é a verdadeira natureza humana e precisa ser "entendida" para ser "atendida"!


O mundo corporativo precisa se instruir, se reciclar e abrir as portas para que o ser humano que o compõe se torne seu mais importante foco.

O colaborador necessita de bom salário, gratificações, segurança, ambiente cordial como condições básicas.

O colaborador necessita também de estar na ocupação adequada e fazer o que melhor souber fazer, com condições claras de aperfeiçoamento, para que se sinta realizado, valorizado e com elevada autoestima.

E, acima de tudo, o colaborador, em qualquer hierarquia que esteja, em qualquer empresa que trabalhe, sob qualquer filosofia adotada, necessita expandir o ser espiritual e ético que traz dentro de si, o verdadeiro Ser Humano.


É esse Ser Humano, que reconhece a necessidade de se conquistar a riqueza e a lucratividade sem negar a solidariedade, a cidadania, o respeito e os valores éticos, que garantirá a verdadeira Sustentabilidade Humana para si próprio e para toda a nossa sociedade.

 

Dra.Silvana Mara Leonel

 

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